> > >

Translate

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

A IGREJA CATÓLICA ABUSOU DE 200 CRIANÇAS MUDAS





Papa não encobriu o caso Murphy

- Lobby laicista contra Papa: grande boato do “New York Times” -
Clique e veja em: ANTENA PARANOICA

Segundo o jornal, em 1996, os cardeais Ratzinger e Bertone teriam ocultado o caso – indicado à Congregação para a Doutrina da Fé pela arquidiocese de Milwaukee – relativo a um padre pedófilo, Lawrence Murphy. Incrivelmente – após anos de esclarecimentos e depois que o documento foi publicado e comentado amplamente em meio mundo, desvelando as falsificações e erros de tradução dos lobbieslaicistas -, o New York Times ainda acusa a instrução Crimen sollicitationis, de 1962 (na verdade, 2ª edição de um texto de 1922) de ter agido para impedir que o caso Murphy fosse levado à atenção das autoridades civis.


Os fatos são um pouco diferentes. Por volta de 1975, Murphy foi acusado de abusos particularmente graves e desagradáveis em um colégio para menores surdos. O caso foi imediatamente denunciado às autoridades civis, que não encontraram provas suficientes para proceder contra Murphy. A Igreja, nesta questão mais severa que o Estado, continuou com persistência indagando sobre Murphy e, dado que suspeitava que ele fosse culpado, limitou de diversas formas seu exercício do ministério, apesar de que a denúncia contra ele tinha sido arquivada pela magistratura correspondente.

CLIQUE NA IMAGEM PARA ACESSAR
Vinte anos depois dos fatos, em 1995 – em um clima de fortes polêmicas sobre os casos dos “padres pedófilos” -, a arquidiocese de Milwaukee considerou oportuno indicar o caso à Congregação para a Doutrina da Fé. A indicação era relativa a violações da disciplina da confissão, matéria de competência da Congregação, e não tinha nada a ver com a investigação civil, que havia sido levada a cabo e que havia sido concluída 20 anos antes. Também é preciso observar que, nos 20 anos precedentes a 1995, não houve nenhum fato novo nem novas acusações feitas a Murphy.

Os fatos sobre os quais se discutia eram ainda aqueles de 1975.

A arquidiocese indicou também a Roma que Murphy estava moribundo. A Congregação para a Doutrina da Fé certamente não publicou documentos e declarações 20 anos depois dos fatos, mas recomendou que se continuasse limitando as atividades pastorais de Murphy e que lhe fosse pedido que admitisse publicamente sua responsabilidade. Quatro meses depois da intervenção romana, Murphy faleceu.

Este novo exemplo de jornalismo lixo confirma como funcionam os “pânicos morais”. Para desonrar a pessoa do Santo Padre, desenterra-se um episódio de 35 anos atrás, conhecido e discutido pela imprensa local já na década de 70, cuja gestão – enquanto era da sua competência e 25 anos depois dos fatos – por parte da Congregação para a Doutrina da Fé foi canônica e impecável, e muito mais severa que a das autoridades estatais americanas.

De quantas destas ‘descobertas’ ainda temos necessidade para perceber que o ataque contra o Papa não tem nada a ver com a defesa das vítimas dos casos de pedofilia – certamente graves, inaceitáveis e criminais, como Bento XVI recordou com tanta severidade -, mas que tenta desacreditar um pontífice e uma Igreja que incomodam os lobbies pela sua eficaz ação de defesa da vida e da família?

Papa não encobriu o caso Murphy

Resposta ao caso do sacerdote que abusou 
de crianças com deficiência auditiva

Por Jesús Colina

CIDADE DO VATICANO, quinta-feira, 25 de março de 2010 (ZENIT.org).- “Não houve encobrimento algum”, garante o jornal vaticano em sua resposta a um artigo do New York Times, que tenta envolver a Congregação para a Doutrina da Fé, quando tinha como prefeito o então cardeal Joseph Ratzinger, no gravíssimo caso de um sacerdote americano acusado de abusar sexualmente de crianças com deficiência auditiva


CLIQUE na imagem para acessar
Trata-se do Pe. Lawrence C. Murphy, responsável por abusos cometidos contra menores de idade em um centro católico especializado, onde ele trabalhou de 1950 a 1974. Este caso, como explica o próprio jornal nova-iorquino, foi apresentado muito depois, em 1996, pela arquidiocese de Milwaukee, à Congregação para a Doutrina da Fé, cujo prefeito era o cardeal Ratzinger e seu secretário era o então arcebispo Tarcisio Bertone, hoje cardeal secretário de Estado.



Como explicou um comunicado do Pe. Federico Lombardi, SJ, diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, a arquidiocese americana não apresentou o caso por denúncias de abusos sexuais do sacerdote – uma questão que, para a justiça americana, havia sido arquivada anos atrás -, e sim pela violação do sacramento da penitência, perpetrada através de solicitações sexuais no confessionário, delito castigado pelo cânon 1387 do Código de Direito Canônico.


“Como se pode deduzir facilmente lendo a reconstrução realizada pelo New York Times sobre o caso do Pe. Murphy, não houve encobrimento algum”, assegura o L’Osservatore Romano na edição de 26 de março.

“Isso se confirma na própria documentação que complementa o artigo do jornal americano – acrescenta o L’Osservatore Romano -, na qual aparece a carta que o Pe. Murphy escreveu em 1998 ao então cardeal Ratzinger, pedindo que a investigação canônica fosse interrompida devido ao seu grave estado de saúde”. De fato, ele faleceu poucos meses depois, em estado de isolamento.

“Também neste caso, a Congregação respondeu, através do arcebispo Bertone, convidando o arcebispo de Milwaukee a aplicar todas as medidas pastorais previstas pelo cânon 1341 do Código, para reparar o escândalo e restabelecer a justiça”, garante o jornal vaticano.

“É importante observar, como declarou o diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, que a questão canônica apresentada à Congregação não estava relacionada de forma alguma com um possível procedimento civil ou pena contra o Pe. Murphy, contra quem a arquidiocese já havia empreendido um procedimento canônico, como evidencia a abundante documentação publicada na internet pelo jornal de Nova York”, acrescenta o artigo.

“A pedido do arcebispo, a Congregação respondeu com uma carta assinada pelo então arcebispo Bertone, em 24 de março de 1997, indicando que se procedesse segundo estabelece a Crimen sollicitationis“, carta da Congregação para a Doutrina da Fé sobre os delitos mais graves, revela o jornal da Santa Sé.

L’Osservatore Romano explica quais são os critérios indicados à Igreja pelo cardeal Ratzinger e por Bento XVI para esclarecer os diferentes casos de abusos sexuais cometidos por sacerdotes ou religiosos: “transparência, firmeza e severidade”.

“Uma forma de agir coerente com sua história pessoal e com mais de 20 anos de atividade como prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, que evidentemente é temida por quem não quer que se afirme a verdade e que preferiria poder manipular, sem nenhum fundamento, episódios horríveis e casos dolorosos que se remontam a décadas”, afirma o jornal vaticano.

O professor Massimo Introvigne, sociólogo e diretor do Centro de Estudos europeu sobre as Novas Religiões, em uma análise compartilhada com a Zenit, constata que os fatos narrados pelo New York Times não são precisos em alguns trechos e inclusive, segundo ele, foram manipulados.

Para desonrar a pessoa do Santo Padre, agita-se um episódio ocorrido há 35 anos, já conhecido e discutido pela imprensa local na década de 70, cuja gestão – enquanto era da sua competência e 25 anos depois dos fatos – por parte da Congregação para a Doutrina da Fé foi canônica e moralmente impecável, e muito mais severa que a das autoridades estatais americanas.”

“De quantas destas ‘descobertas’ ainda temos necessidade para perceber que o ataque contra o Papa não tem nada a ver com a defesa das vítimas dos casos de pedofilia – certamente graves, inaceitáveis e criminais, como Bento XVI recordou com tanta severidade -, mas que tenta desacreditar um pontífice e uma Igreja que incomodam os lobbies pela sua eficaz ação de defesa da vida e da família?”, pergunta-se o sociólogo.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

BENTO XVI - IRLANDESES NÃO SENTIRÃO SAUDADES








Azenilto G. Brito - IRLANDESES NÃO SENTIRÃO SAUDADES - Vítimas irlandesas de abusos celebram renúncia do Papa - Casos de padres pedófilos e escândalo do Vatileaks abalaram pontificado





Se até o  cardeal-arcebispo da Irlanda, Sean Brady, acreditou na lorota acima, por que o adventista Azenilto não haveria de acreditar também?









"Não faz muito tempo saiu uma reportagem no Globo,  maldosamente disseminada nas televisões, rádios, sites evangélicos e ateus, denunciando os “abusos cometidos pela Igreja Católica contra crianças na Irlanda”.

"Pois bem, o Grande, Gigante, jornalista Olavo de Carvalho foi verificar se a acusação procedia e o que encontrou foi uma calúnia gigantesca, um exagero dos fatos ocorridos, tudo com o objetivo de desmoralizar a Igreja. Mas vejamos a conclusão do próprio jornalista Olavo:

"Colho no Globo Online o exemplo mais lindo da semana (v. O GLOBO - MUNDO - v. GL - NOTÍCIAS - V. gl - MUNDO - ABUSO SEXUAL)

"Não digo que a Globo seja o único autor da façanha. Teve a colaboração de agências internacionais, de organizações militantes e de toda a indústria mundial dos "bons sentimentos". 

"Naquelas três notas, publicadas com o destaque esperado em tais circunstâncias, somos informados de que uma comissão de alto nível, presidida por um juiz da Suprema Corte da Irlanda, investigando exaustivamente os fatos, concluiu ser a Igreja Católica daquele país a culpada de nada menos de doze mil – sim, doze mil – casos de abusos cometidos contra crianças em instituições religiosas. A denúncia saiu num relatório de 2600 páginas. Legitimando com pressa obscena a veracidade das acusações em vez de assumir a defesa da acusada, que oficialmente ele representa, o cardeal-arcebispo da Irlanda, Sean Brady, já saiu pedindo desculpas e jurando que o relatório "documenta um catálogo vergonhoso de crueldade, abandono, abusos físicos, sexuais e emocionais". Depois dessa admissão de culpa, parece nada mais haver a discutir.
Clique na Imagem
Nada, exceto os números. O Globo fornece os seguintes:

"1) A comissão disse ter obtido os dados entrevistando 1.090 homens e mulheres, já em idade avançada, que na infância teriam sofrido aqueles horrores.

"2) Os casos ocorreram em aproximadamente 250 instituições católicas, do começo dos anos 30 até o final da década de 90.

Clique na Imagem
"Se o leitor tiver a prudência de fazer os cálculos, concluirá imediatamente, da primeira informação, que cada vítima denunciou, além do seu próprio caso, outros onze (12;000/1090 = 11), cujas vítimas não foram interrogadas, nem citadas nominalmente, e dos quais ninguém mais relatou coisíssima nenhuma. Do total de doze mil crimes, temos portanto onze mil crimes sem vítimas, conhecidos só por alusões de terceiros. Mesmo supondo-se que as 1.090 testemunhas dissessem a verdade quanto à sua própria experiência, teríamos no máximo um total de exatamente 1.090 crimes comprovados, ampliados para doze mil porextrapolação imaginativa, para mero efeito publicitário. O cardeal Sean Brady poderia ter ao menos alegado isso em defesa da sua Igreja, mas, alma cristianíssima, decerto não quis incorrer em semelhante extremismo de direita.

"Da segunda informação, decorre, pela aritmética elementar, que 1.090 casos ocorridos em 250 instituições correspondem a 4,36 casos por instituição. Distribuídos ao longo de sete décadas, são 0,06 casos por ano para cada instituição, isto é, um caso a cada dezesseis anos aproximadamente. Mesmo que todos esses casos fossem de pura pedofilia, nada aí se parece nem de longe com o “abuso sexual endêmico” denunciado pelo Globo. 


"Porém a maior parte dos episódios relatados não tem nada a ver com abusos sexuais, limitando-se a castigos corporais que, mesmo na hipótese de severidade extrema, não constituem motivo de grave escândalo quando se sabe – e o próprio Globo o reconhece – que grande parte das crianças recolhidas àquelas instituições era constituída de delinquentes. Se você comprime bandidos menores de idade num internato e a cada dezesseis anos um deles aparece surrado ou estuprado, a coisa é evidentemente deplorável, mas não há nela nada que se compare ao que aconteceu no Sudão, onde, no curso de um só ano, vinte crianças, não criminosas, mas inocentes, refugiadas de guerra, afirmaram ter sofrido abuso sexual nas mãos de funcionários da santíssima ONU, contra a qual o Globo jamais disse uma só palavra.

"Só o ódio cego à Igreja Católica explica que o sentido geral dado a uma notícia seja o contrário daquilo que afirmam os próprios dados numéricos nela publicados.

"Por isso, saiba o prezado leitor que só leio a “grande mídia” por obrigação profissional de analisá-la, como se analisam fezes num laboratório, e que jamais o faria se estivesse em busca de informação.”


"Detalhe:


Clique na Imagem
"A entidade católica que administrava os orfanatos era a Congregatio Fratrum Christianorum, CFC, Esta congregação não tem padres, são todos religiosos leigos (nenhum clérigo) com os três votos. Isso também desmascarou o odioso site “Causa Operária online”, do link: CAUSA OPERÁRIA ONLINE que caluniava descaradamente: “Padres da Igreja Católica abusaram sexualmente de mais de 12 mil crianças na Irlanda” 

SAPIENTIAM AUTEM NO VINCIT MALITIA - JORNALISTAS CONTRA A ARTMÉTICA

"Os orfanatos femininos em sua maioria eram tocados pelas Irmãs da Misericórdia. Neste caso, não se constatou nenhum caso de abuso sexual, mas "apenas" maus-tratos como castigo. (comum ás crianças rebeldes de 60 anos atrás).

"E assim, mais uma vez, fica provada a desonestidade da imprensa, que vê seus próprios jornalistas honestos a desmascararem".

Autor: Fernando Nascimento 

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

ESCRAVIDÃO APOIADA PELA IGREJA



DEVEMOS ESTUDAR O PASSADO 
E NÃO INVENTÁ-LO

"A Igreja Católica, reiteradamente, condenava a escravidão. Há inúmeras bulas papais a respeito: na Sicut Dudum (1435), Eugênio IV mandou libertar os escravos das Ilhas Canárias; em 1462, Pio II instruiu os bispos a pregarem contra o tratamento de escravos negros etíopes, e condenou a escravidão como um tremendo crime; Paulo III, na bula Sublimus Dei (1537), recordou aos cristãos que os índios são livres por natureza (ao contrário dos negros, que praticavam a escravidão); em 1571, o dominicano Tomás de Mercado declarou desumana e ilícita a escravidão; Gregório XIV (na Cum Sicuti, de 1591) e Urbano VIII (na Commissum nobis, de 1639) condenaram a escravidão. Devemos estudar o passado, não inventá-lo."

Ricardo da Costa, medievalista, é professor da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes).
Enviada por Nicélia Pinheiro


Vivemos em uma época conturbada. Qualquer coisa afirmada levianamente ganha auréola de verdade. O deputado Jean Wyllys (PSol-RJ), por exemplo, se valeu de um trecho de uma mensagem do Papa Bento XVI para uma série de afirmações bombásticas. O Papa defendera a “estrutura natural do matrimônio” – a união entre um homem e uma mulher – e disse que sua equiparação a outras formas radicalmente diversas de união constituía uma “ofensa contra a verdade da pessoa humana e uma ferida grave infligida à justiça e à paz”. Parafraseando o Papa, o deputado escreveu no Twitter que “ferida grave infligida à justiça e à paz foi a escravidão de negros africanos apoiada pela Igreja Católica”. Jean Wyllys não está só. Essa é uma das acusações costumeiras que costumam ser feitas à Igreja. Ela teria, segundo seus detratores, apoiado o sistema escravocrata, especialmente o ocorrido na África entre os séculos 16 e 19. Mas a verdade é exatamente o contrário disso.
O Cristianismo herdou do Antigo Testamento prescrições atenuantes no que dizia respeito à escravidão. Com a ascensão social e política da Igreja na Idade Média, a pressão a favor dos pobres, das mulheres e dos escravos tornou-se maior. Por exemplo, uma lei do século 6.º (sob influência da Igreja) afirmava que nenhum escravo poderia ser preso caso estivesse em um altar católico. Na Alta Idade Média (séculos 5.º ao 10.º), o catolicismo pressionou as sociedades cristãs a considerarem a escravidão algo ultrajante aos seres humanos, já que, pela fé em Jesus Cristo, todos são filhos de Deus.
Apesar disso, a escravidão só lentamente diminuiu – para dar lugar, pouco a pouco, à servidão, na qual a dignidade humana estava muito acima da escravidão. O escravo era uma coisa que falava; já o servo tinha muitos deveres, mas também direitos (como, por exemplo, a inalienabilidade da terra). Mas, mesmo com a pregação regular da Igreja, na Europa medieval a escravidão continuou tão comum que teve de ser reiteradamente negada pela Igreja, como nos concílios de Koblenz (922) e Londres (1022), e no Conselho de Armagh (na Irlanda, em 1171).
JUSTINIANO
O antigo código civil romano, reorganizado nos anos 529-534 pelo imperador bizantino Justiniano I, regulamentava a escravidão. Segundo ele, embora o estado natural da humanidade fosse a liberdade, os direitos dos povos poderiam, no entanto, substituir a lei natural e escravizar pessoas. Mas, com a ascensão do Cristianismo, o Direito também se cristianizou. Os advogados medievais, a partir do século 11, chegaram à conclusão de que a escravidão era contrária ao espírito cristão. Em contrapartida, por exemplo, foi o Islã que difundiu largamente a escravidão, como atesta Fernand Braudel. Muitos séculos antes da chegada dos brancos europeus à África, tribos, reinos e impérios negros africanos praticavam largamente o escravismo. Os escravos negros eram trazidos aos europeus no século 16 pelos próprios africanos, que tinham grandes mercados espalhados pelo interior do continente.
Entrementes, a Igreja Católica, reiteradamente, condenava a escravidão. Há inúmeras bulas papais a respeito: na Sicut Dudum (1435), Eugênio IV mandou libertar os escravos das Ilhas Canárias; em 1462, Pio II instruiu os bispos a pregarem contra o tratamento de escravos negros etíopes, e condenou a escravidão como um tremendo crime; Paulo III, na bula Sublimus Dei (1537), recordou aos cristãos que os índios são livres por natureza (ao contrário dos negros, que praticavam a escravidão); em 1571, o dominicano Tomás de Mercado declarou desumana e ilícita a escravidão; Gregório XIV (na Cum Sicuti, de 1591) e Urbano VIII (na Commissum nobis, de 1639) condenaram a escravidão. Devemos estudar o passado, não inventá-lo.

HISTÓRIA DO PROTESTANTISMO





.
Hoje vamos revelar 
o que é o Protestantismo,
de onde vem, quem o fundou,
o que alguns tem escondido,
restaurando a verdade
que a má fé tem distorcido.
.

Foi no século 16
que essa fé apareceu,
em terras da Alemanha
onde cresce o povo ateu,
que fez duas grandes guerras
e matou muito judeu.

. 


Autor: Fernando Nascimento

.
Lutero, monge católico
antes de se rebelar,
viu que um monge safado
cobrava pra perdoar
desobedecendo o Papa,
querendo avacalhar.
.
Lutero fez umas teses
para o Papa defender,
o cobrador foi punido,
de desgosto foi morrer,
Lutero ficou famoso,
começou aparecer.
.
Juntou-se com os burgueses,
ia pra devassidão,
pegou doença venérea,
bebia que só o Cão.
Começou zombar do Papa
fazendo agitação.
.
.
Por dois anos foi chamado
pra disso ter o perdão,
mas queimou em arruaça
toda essa convocação
e fundou por conta própria
a sua religião.
Era o Protestantismo
a fé que ele inventou,
pra dividir a de Cristo
que numa cruz suspirou.
Era a vez de um cachaceiro

se passar por redentor.

.
Dizia, nessa eu mato
quantas pessoas quiser,
mesmo assim eu estou salvo
porque só basta ter fé.
Quem quiser se batizar
luterano agora é.
.
Dos mandamentos de Deus
tirou o “não matarás”.
Só falava em matar
à espada seus rivais,
sempre a pronunciar 
o nome do Satanás.
.
A Bíblia ele pegou
fez a sua tradução
distorceu três mil palavras,
em meio a profanação,
ele tirou sete livros
negando a inspiração.
.Foi Lutero quem botou
na cuca dos alemães
que judeu tem que morrer,
lhe tomar a possessões.
Mais tarde veio o Nazismo
dizimando seis milhões.

.
Aliado a devassos
príncipes da região,
Lutero roubou igrejas
para fazer pregação
e casou-se com uma freira
que não valia um tostão.
.

Tanto insultou o Papa 
que findou excomungado.
Insuflou os camponeses,

fez um fuzuê danado,

que os burgueses seus amigos
ficaram desconfiados.
.


Ele então pra corrigir
a confusão que criou,
ordenou que dizimassem
quem de trabalhar parou, 
mataram mais de 100 mil
porque Lutero mandou.

.
A Bíblia ele pegou
fez a sua tradução
distorceu três mil palavras,
em meio a profanação,
ele tirou sete livros
negando a inspiração.
.
Já a carta de Tiago
ele cogitou tirar,
o livro de Apocalipse
vivia à criticar,
até pros dez Mandamentos
ele disse é bom cegar.

.
Vez em quando ele pensava:
“Será que tô com razão?
Ou será que tô levando 
pro inferno a multidão?”
E seguiu plantando ódio
e fazendo divisão.
.

E já tendo seis esposas
começou a ter visão,
Satanás aparecia

sempre lhe dando instrução,

dizendo tire a Missa
da sua religião.
.
Num debate teológico
Johann Eck o derrotou;
Erasmo de Roterdã
De falsário lhe tachou; 
seus escritos, disse Zwinglio, 
foi Satanás que ditou.
.

Certa vez ele cansado
de escrever tanta instrução
jogou o vidro de tinta
justo na cara do Cão,
a parede foi melada
guardando a comprovação.
.
Ele chamava “Reforma”
a igreja que inventou.
Se reforma o que existe,
no seu caso ele criou.
Com esse papo malandro
muito tolo ele enganou.
.
Chamou Cristo de “adultero”
e de Deus fez gozação.
Disse que Deus era “estúpido”
e Jesus um beberrão.
Ansiava morrer logo
pra ir viver com o Cão.

.
Lutero, Melanchton,
e Bucero, protestantes, 
só para satisfazer
príncipes simpatizantes
pregaram a poligamia
que Jesus proibira antes.
.

O jurista Carpzov
que era seu seguidor,
pegou vinte mil mulheres

e na fogueira queimou

dizendo que eram bruxas
e disso se orgulhou.
.
O Calvino e o Zwinglio
começaram se afastar
pra fundar suas igrejas
e cada vez dispersar.
O líder anabatista
Lutero mandou matar.
.
Luteranos incitados
pela sua pregação
fizeram um saque a Roma
matando a população,
estupraram, esfaquearam
de criança a ancião.
.
Quando o rei Henrique oitavo
quis de novo se casar
já tendo sido casado
viu o Papa lhe barrar,
correu pra ser protestante,
outra igreja foi fundar
.E mandou matar os padres
na fogueira ou enforcado,
obrigou todo católico
ser protestante forçado,
se apoderou das igrejas
sobre o sangue derramado.
.
Um milhão morreu de fome
no exílio que ele impôs.
Na Escócia quem foi padre
não podia ser depois
e os bispos da Suécia
mandou degolar os dois.

.
Calvino matou quinhentos
em Genebra, cozinhados.
O Dr. Miguel Servet
por ele morreu tostado
e proibiu jogo e dança
dizendo que era pecado.
.

A fogueira protestante
não teve comparação,
na Inglaterra queimaram

as bruxas de multidão.

Na Suécia até criança
queimaram sem dar perdão.
.
No Brasil, os Calvinistas
chegando pra esse lado,
encontrando os Jesuítas
matou tudo degolado,
Inácio de Azevedo
morreu rezando espetado.
.
Também em Canguaretama
e São Gonçalo do Amarante,
houve uma grande chacina
feita pelos protestantes,
dizimaram cem católicos,
dois padres e seus orantes.
.
Zwinglio disse que Lutero
é boca de Satanás.
Lutero odiava Zwinglio,
a Calvino e tem mais:
o rei Henrique oitavo
os via como rivais.

Lutero desesperado 
vendo a coisa desandar
previu que cada cabeça
uma igreja ia fundar.
Vendo a sua esvaziar-se
começou a praguejar.

E a fraqueza de Lutero
começava dar sinais,
sua igreja de areia
caía nos vendavais,
a vida de excomungado
já não agradava mais.

Após se embriagar
lamentando seu destino,
Lutero morreu botando
pra fora os intestinos,
foi assim que teve fim
esse blasfemo assassino.

Os protestantes herdaram
dele a dissimulação,
hoje vendem suas mortes
como da Inquisição,
pondo a culpa na Igreja
fazendo uma distorção.

Inquisição não é morte,
era uma indagação
feita somente a católico
com fé em contradição.
A Igreja ou perdoava
ou lhe dava excomunhão.

Hoje o Protestantismo
é quem mais produz ateu.
Onde ele liderava
A Igreja o bateu.
Os países miseráveis
por enquanto é ninho seu.

Durkheim diz: entre os credos
do mundo e por região,
na taxa de suicídio
o protestante é campeão.
O cordel aqui termina
com essa revelação.


Fim.
Fontes pesquisadas:

1. Funk Brentano,Conversas a Mesa Martim Lutero, Casa Editora Vecchi - 1956 - R.J.- Propôs de Tables - no. 1472, ed. De Weimar II.107

2. Why the Jews? The reason for anti-Semitism [Por que os Judeus: A causa do anti-semitismo] (Nova York: Simon & Shuster, 1983), p. 107.)

3. Benedict Carpzov, Practica Nova Rerum Criminalium Imperialis Saxonica in Tres 
Partes Divisão, Wittenberg, 1635.

4. ( Westminster Review, Tomo LIV, p. 453 )

5. (Carta a Melanchthon, 1 de agosto de 1521 (American Edition, Luther's Works, vol. 48, pp. 281-82, editado por H. Lehmann, Fortress, 1963).

6. A Reforma Protestante, Pgna 203, 7ª edição, em IRC. 1958.

7. B. Bekker, De betoverde wereld, Amsterdã, p. 576-587; trad.: Le monde enchaté, 6 vols. Paris, 1964.

8. Pfanneri. Hist. Pacis Westph. Tomo I e seguintes, 42 apud Doellinger Kirche und Kirchen, p. 55.

9. Luigi Giovannini e M. Sgarbossa in Il santo del giorno, 4ª ed. E.P, pg 224, 1978.

10. “História do anti-semitismo”, de Leon Poliakov.

11. VEIT, Valentim, História Universal, Livraria Martins Editoras, SP, 1961, Tomo II, pp. 248-249.

12. Henry Charles Léa, A History of the inquisition of the Middle Ages, 3 vols. Nova Yorque, Happer, 1888, principalmente vol. I, pp. 137ss; tradução de Salomon Reinach, Historie de L’Inquisition au Moyen-Áge. Ouvrage traduit sur l’exemplaire revu et corrigé de l’auter, 3 vols., Paris, 1900-2 vol. 3.

13. Durkheim, 1982:115 
http://www.webartigos.com/articles/3752/1/suicidio/pagina1.html